+55 11 2548-0463 / + 55 11 2548-0414  |   cbdv@cbdv.org.br                                                       Acessibilidade:   Alto Contraste    Aumentar Fonte   Diminuir Fonte  

Atletas paralímpicos comentam sobre o adiamento dos Jogos de Tóquio

'Em 2021, o Japão terá atletas do mundo inteiro celebrando a vitória sobre esse momento crítico', diz Antônio Tenório
#Acessibilidade: Ricardinho vem em direção ao gol e está preparado para o chute com a perna direita, erguida, enquanto o pé esquerdo ajeita a bola.
24/03/2020

Por Comunicação CBDV
24/03/2020
São Paulo/SP

Preocupados com o momento delicado que o mundo atravessa em meio a uma pandemia, diversos atletas da CBDV (Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais) receberam com alívio a notícia desta terça (24), de que o COI (Comitê Paralímpico Internacional) e o governo japonês decidiram adiar os Jogos de Tóquio.

Maior nome do judô paralímpico brasileiro na história, Antônio Tenório conhece muito bem o Japão, onde já competiu e treinou várias vezes. E acredita que a decisão tenha sido a mais acertada. "O momento no mundo não é para se expor, e os Jogos são uma grande festa da vitória. Tenho certeza de que, em 2021, o Japão terá vários atletas do mundo inteiro celebrando a vitória sobre esse momento crítico que o mundo passou em 2020", afirma o dono de seis medalhas – quatro ouros (Atlanta 1996, Sydney 2000, Atenas 2004 e Pequim 2008), uma prata (Rio 2016) e um bronze (Londres 2012).

Melhor jogador de futebol de 5 do mundo, o ala Ricardinho também concorda que o esporte fica em segundo plano por ora: "Nesse momento, temos de priorizar a vida de todo mundo. É um momento muito delicado, é triste a situação. Vamos preservar a vida e todo o resto fica em segundo plano. Vamos passar por cima disso tudo, sair desse caos e no ano que vem teremos um grande evento", diz.

No meio do goalball, as opiniões também foram unânimes: não havia outra decisão a ser tomada pelo COI. "Seria muito difícil para as seleções do mundo inteiro participarem dessa Paralimpíada, uma competição, talvez, muito abaixo do que seria se todos estivéssemos mais preparados de acordo com nossos treinamentos. Agora é se planejar para o ano que vem, desconstruir o que havia sido feito para esse ano e focar em novas coisas para 2021", destaca a ala Victoria Amorim, da seleção brasileira.

Confira as opiniões de outros atletas:

ALANA MALDONADO – judoca campeã mundial

"É a melhor coisa a se fazer nesse momento, que é de pensar na saúde e se cuidar. Tenho certeza de que nossos sonhos, nossos objetivos, nosso trabalho, nada será diferente para 2021. Vamos buscar nossa tão sonhada medalha e com um gostinho ainda mais especial de ter superado tudo isso que nosso mundo vive."

Alana treina com a ex-judoca olímpica Edinanci Silva, no CT da Mooca


JÉSSICA VICTORINO – ala da seleção de goalball

"Foi a melhor decisão porque tudo ainda é muito recente. E para nós, atletas de alto rendimento, os treinamentos dentro de casa não são a mesma coisa. Saímos muito do ritmo. A maioria dos países chegaria à competição fora do melhor nível, que cairia muito. E tem o lado emocional, também. É momento de focarmos na nossa família."

Jéssica se prepara para o arremesso durante treino da seleção brasileira


WILIANS ARAÚJO – judoca da seleção

"Acredito que tenha sido a decisão mais sensata. Vivemos uma situação muito delicada. Não estamos podendo sair de casa, treinar... Por mais que a gente se mantenha ativo em casa, não é a mesma coisa. A preparação física, de tatame, é diferente. Às vezes o cara malha, malha, malha e, chega no tatame, o gás é diferente. Acredito que no goalball e no futebol de 5 seja da mesma forma."

Wilians compete na categoria pesado, acima de 100 kg


EMERSON – ala da seleção de goalball

"Foi a decisão mais prudente e sensata, tendo em vista que o mundo está parado diante desta pandemia. Isso faz com que os atletas não possam treinar e, em outras modalidades, sequer conseguiriam se classificar para a Paralimpíada, visto que todas as competições e torneios classificatórios também foram suspensos."

Emerson destacou o fato de não haver como os atletas treinarem em meio a crise


LÚCIA TEIXEIRA - judoca da seleção

"Foi o melhor a ser feito, mediante essa pandemia, as preocupações que nós temos com saúde, ter de fazer as adaptações em casa que nunca são a mesma coisa que estar no treino do dia a dia. A decisão acaba gerando tranquilidade, vamos ter a tranquilidade de saber que poderemos completar a preparação para os Jogos. Quando chegar lá, lembraremos de tudo o que todos passamos. E será um gosto será em mais especial."

Lúcia derruba Rebeca durante treino: tranquilidade para completar a preparação


ANA GABRIELLY – pivô da seleção de goalball

"Foi o mais correto a ser feito no momento, já que estamos passando por uma pandemia e ainda nem sabemos como será no Brasil. Ainda é tudo muito novo por aqui. Claro que o objetivo, o foco e o trabalho não vão parar, mas já dá um alívio por saber que, para esse ano, esse compromisso está adiado."

Gaby revelou sua preocupação pela situação no Brasil, que começa a viver a pandemia


Comunicação CBDV

Renan Cacioli

renancacioli@cbdv.org.br

+ 55 11 98769 1371
+ 55 11 99519 5686 (WhatsApp)