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Brasil derruba muralha argentina mais uma vez e conquista o Parapan

Com gols de Jefinho e Cássio, seleção de futebol de 5 vence por 2 a 0 e fatura o tetra no Peru
#Acessibilidade: foto mostra Jefinho comemorando seu gol, com o punho direito erguido. Ele está de costas, com o número 7 e seu nome na camisa amarela.
31/08/2019

Por Comunicação CBDV

Lima/PER

Com sete minutos de bola rolando, Tiago Paraná cobra o escanteio na banda direita para Jefinho. Começava ali a mágica do quarto título parapan-americano da seleção brasileira de futebol de 5, conquistado na sexta-feira (30), em Lima, no Peru. O “Pelé cego”, como muitos estrangeiros lhe chamam na capital peruana, abriu o placar nos 2 a 0 sobre a Argentina. Cássio fez o segundo. Todos, sem exceção, foram fundamentais para a 100ª medalha de ouro do país nesta edição dos Jogos.

Descrever a jogada do primeiro gol é mostrar o que separa, há tantos anos, e com raríssimas exceções, a melhor equipe de futebol de 5 do mundo da sua maior rival. De um lado, o talento, o improviso, a plástica. Do outro, uma solidez defensiva difícil de ser quebrada, mas incapaz, na maioria das vezes, de suportar o que fazem os craques da camisa canarinho.

Após receber a bola, Jefinho a conduz colada aos dois pés, característica que lhe é tão marcante. Vai quase até a linha do meio-campo, para, e, de repente, acelera uma arrancada. Passa por Panizza, Algel Deldo, Coki Padilla... Quando Frederico Accardi chega para tentar travar a finalização, a bola já havia partido rumo ao ângulo esquerdo do goleiro Dario Lencina.

“Dentro de quadra, as coisas acontecem tão rápido que às vezes nem imaginamos. Claro que temos a orientação ali, mas fico feliz em ter ajudado”, disse o camisa 7, de volta à equipe após ser baixa na Copa América, realizada em junho, em São Paulo.

De 22 finais realizadas entre os arquirrivais, o lado do talento ganhou 19. O da força venceu três. Na final do Parapan de Lima, quando este segundo modelo de jogo parecia se impor – com alguma dose de deslealdade em alguns lances, diga-se –, foi justamente tal brutalidade que custou caro. Accardi cometeu a falta que estourou o limite argentino. Na cobrança do tiro livre, Cássio estufou as redes de German Mulek, que entrara apenas para tentar defender a finalização do camisa 5 brasileiro.

“A gente vem treinando sério. O segundo gol deu tranquilidade no jogo”, resumiu o fixo da seleção canarinho.

O que vem pela frente? Mais ouros, se possível. A próxima meta está do outro lado do mundo: Tóquio 2020. “É o campeonato mais importante. Já temos quatro participações, quatro ouros. Imagina se conseguimos o quinto? E posso falar de boca cheia desse grupo: temos um currículo invejável, mas mantemos sempre os pés no chão. E é por isso que somos multicampeões”, comentou Ricardinho, vice-artilheiro do Parapan, com quatro gols (um atrás de Maxi Espinillo).

Confira como foi a campanha do Brasil em Lima:

24/8 – BRASIL 0 x 0 Colômbia
25/8 – BRASIL 0 x 0 Argentina
26/8 – BRASIL 3 x 0 México
28/8 – BRASIL 4 x 0 Costa Rica
29/8 – BRASIL 5 x 0 Peru
30/8 – BRASIL 2 x 0 Argentina

A seleção brasileira é, até hoje, a única a ter vencido uma edição de Parapan. Foi campeão no Rio (2007), em Guadalajara (2011), Toronto (2015) e, agora, Lima (2019).

Um pouco mais cedo, na disputa pelo bronze, o México derrotou a Colômbia por 1 a 0 (gol de Francisco Monreal), e repetiu o feito de Toronto 2015, quando havia batido os "cafeteros" nas penalidades.

Crédito da foto: Washington Alves/CPB

Comunicação CBDV

Renan Cacioli

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