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É penta! Seleção de fut5 ganha mais uma da Argentina e leva o ouro

Com gol de Nonato no segundo tempo, Brasil mantém hegemonia em Paralimpíadas e chega a cinco títulos
#Acessibilidade: foto de atletas, comissão técnica e membros da delegação posados no campo, alguns de pé e outros agachados, comemorando. Ao centro, uma bandeira do Brasil é segurada pelo goleiro Matheus e pelo gerente técnico da CBDV, Felipe Menescal. Foto: Ryo Ichikawa/ IBSA.
04/09/2021

Por Comunicação CBDV
04/09/2021
São Paulo/SP

A Seleção Brasileira de futebol de 5 segue imbatível em Jogos Paralímpicos. Na decisão pelo ouro de Tóquio 2020 realizada neste sábado (4), o time conquistou o título pela quinta vez ao derrotar a Argentina por 1 a 0, no Aomi Urban Sports Park. O gol que garantiu mais uma vez os brasileiros no topo do pódio foi do pivô Nonato, artilheiro da equipe no torneio – foi o sexto dele.

"A gente enfrentou muitas adversidades, jogamos em calor intenso, depois, debaixo de chuva. E superamos tudo isso. Para mim, é uma honra fazer parte dessa equipe tão vitoriosa!", disse o jogador, referindo-se às condições climáticas extremas que o time encarou no Japão: na primeira fase, calor batendo na casa dos 30 graus, com sensação térmica de 40 em quadra. Na semifinal e final, chuva que atrapalhou bastante o jogo de toque de bola dos brasileiros.

O fut5 entrou na grade paralímpica em Atenas 2004, ocasião em que o Brasil ganhou a primeira dourada vencendo os argentinos na decisão. Em Pequim 2008, a conquista foi sobre os chineses, donos da casa. Na edição de Londres 2012, ouro em cima da França. E na Rio 2016, o Irã foi o rival batido.

"Sinceramente, é até difícil de cair a ficha. Imagina numa competição de quatro em quatro anos, de 2004 para cá, cinco edições, e o Brasil não perdeu nenhum jogo e ganhou as cinco medalhas que disputou. É um sonho, um privilégio. Desconheço outra equipe que conseguiu emplacar isso e não sei se vai ter", afirmou Ricardinho, que só não esteve presente na Grécia.

Outro que é tetra no elenco, o ala Jefinho também destacou as adversidades com o clima japonês na campanha da quinta medalha de ouro: "Viemos aqui, enfrentamos calor, chuva, superamos tudo e conseguimos a medalha de ouro para deixar o país inteiro mais feliz. Somos pentacampeões!", comemorou.

Esta foi, também, a 21ª final entre Argentina e Brasil na história, a segunda em Paralimpíadas, com os brasileiros levando a melhor pela 18ª vez. O retrospecto geral do confronto segue amplamente favorável aos campeões em Tóquio: 54 jogos disputados, com 27 vitórias brasileiras, 22 empates e apenas cinco derrotas. Marcamos 56 gols e sofremos 17.

#Acessibilidade: de agasalho amarelo com detalhes em verde e calças pretas, os atletas estão perfilados no pódio com as medalhas no pescoço e segurando o mascote dos Jogos entregue aos medalhistas. Da esquerda para a direita: Luan, Damião, Cássio, Jardiel, Jefinho, Matheus, Nonato, Tiago Paraná, Ricardinho e Guegueu. Foto: Alê Cabral/ CPB.

O jogo

Com uma postura até surpreendente pelos padrões habituais, os argentinos começaram a partida indo para cima e levaram muito perigo logo aos 2 minutos, em finalização de Maxi Espinillo. Mas como se não bastasse ter os melhores atletas com deficiência visual do fut5, o Brasil ainda conta com o melhor goleiro: Luan foi buscar no ângulo e espalmou. Vibrou como se tivesse marcado um gol.

"Fico feliz que pude ajudar em campo. Quando passava da defesa, eu estava ali atrás", disse o camisa 1, que voltaria a salvar o Brasil na etapa final em outra finalização de Espinilo, quando o placar permanecia inalterado.

Aos poucos, os brasileiros foram colocando os nervos no lugar. Tiago Paraná acertou a trave do goleiro argentino Lencina e mostrou que o Brasil estava entrando no jogo. "Foi muita luta, muita raça dentro de campo. Do goleiro até o atacante, quem estava no banco, a comissão técnica... Todos estavam muito unidos", frisou o ala, que teve função tática importantíssima na final: acostumado a ser goleador em seu clube, a Agafuc-RS, na Seleção ele atuou na marcação e ajudou Cássio na função.

Aos 13 do segundo tempo, nasceu a jogada do gol do título. Após ser derrubado por Heredia na altura do círculo central da quadra, Nonato se levantou imediatamente e seguiu em linha reta com o domínio da bola. Passou por Accardi e Coki Padilla e, da linha dos oito metros de distância para a baliza argentina, soltou a bomba de canhota, no ângulo esquerdo de Lencina: 1 a 0.

"Todo mundo está de parabéns: comissão técnica, atletas, CBDV, CPB. Quero oferecer esse título a todo o Brasil", destacou o técnico do Brasil, Fábio Vasconcelos.

#Acessibilidade: o goleiro Lencina está ajoelhado enquanto Nonato finaliza de pé esquerdo, marcado por Padilla. Ao fundo, o chamador Edson Júnior grita. Foto: Alê Cabral/ CPB.



Comunicação CBDV

Renan Cacioli
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