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Em 'CBDV Ao Vivo' especial, atletas pedem visibilidade às conquistas

Programa em comemoração ao Dia Nacional do Atleta Paralímpico reuniu três membros da Seleção Brasileira
#Acessibilidade: print screen da tela dividida em quatro janelas (os três atletas convidados e o assessor da CBDV, que mediou o bate-papo).
22/09/2020

Por Comunicação CBDV
22/09/2020
São Paulo/SP

No Dia Nacional do Atleta Paralímpico, celebrado nesta terça-feira, 22 de setembro, um pedido por mais reconhecimento aos feitos dentro das quadras, campos e tatames. Foi esta a mensagem que Ana Gabriely Brito, Cássio Reis e Núbea Lins, integrantes das Seleções de goalball, futebol de 5 e judô, respectivamente, deixaram no "CBDV Ao Vivo" especial realizado pela Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais.

"O dia acaba sendo importante para a visibilidade de nós, atletas paralímpicos. Mostra que não fazemos esporte por hobby, é o nosso trabalho", frisou Gaby, de 30 anos. "Não é superação, é preparo. Superação é do dia a dia, das dificuldades. Não gosto quando alguém fala 'nossa, que bonitinha, olha ela defendendo, como ela faz isso?'. Eu tenho um preparo, eu não cheguei ali, me deram os óculos (de proteção) e mandaram eu fazer a marcação no meio", explicou a atleta do Sesi, atual campeão nacional de goalball tanto no feminino quanto no masculino.

O fixo Cássio, que defende o Instituto de Cegos da Bahia (ICB) nas competições organizadas pela Confederação, seguiu linha de raciocínio semelhante: "A galera não tem a compreensão de que temos uma vida muito dedicada aos treinamentos para que as competições sejam realizadas da forma que são. Pela deficiência, as pessoas não se atentam a esse detalhe. A gente se supera, sim, como atleta, mas como todo atleta, não só paralímpico", disse o jogador, bicampeão paralímpico (Londres 2012 e Rio 2016).

Apesar de compreender a tendência natural do público em notar primeiro a deficiência do que o feito esportivo, Núbea resume bem como lida com a situação: "Eu sempre convivi com deficientes e sou grata por ter 10% da visão e, assim, conseguir fazer tudo o que quero. Tenho amigos que não têm braço, perna, e eles lidam muito bem com isso. É questão de ponto de vista. A limitação está na cabeça da pessoa. Você é quem constrói o seu destino", afirmou a atleta do Instituto Reação, do Rio.

+ CLIQUE AQUI e acompanhe o programa na íntegra.

Sobre o CBDV Ao Vivo

O "CBDV Ao Vivo" é um programa de entrevistas feito nas redes sociais da Confederação no qual convidamos atletas, treinadores e membros do movimento paralímpico. Desde a estreia, em setembro de 2019, já foram realizadas 16 edições. A partir da sétima, por conta da pandemia, os bate-papos passaram a ser feitos remotamente, e não de forma presencial. Você pode acompanhar todas as edições em nosso canal no YouTube (LINK AQUI).


Comunicação CBDV

Renan Cacioli

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