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Em finais eletrizantes, goalball do Brasil ganha dois ouros em Lima

Meninas levam jogo à prorrogação com gol a 14 segundos do fim e ganham no tempo extra; rapazes são tri
#Acessibilidade: foto mostra Victoria Amorim e Ana Gabriely ajoelhadas e abraçadas na quadra, com a comissão técnica ao fundo comemorando a vitória na final.
31/08/2019

Por Comunicação CBDV

Lima/PER

O goalball brasileiro mostrou neste sábado (31), em Lima, no Peru, por que é um dos mais fortes do mundo. As duas seleções, feminina e masculina, venceram suas finais – ambas contra os Estados Unidos – e garantiram ao país mais duas medalhas de ouro nos Jogos Parapan-Americanos. O Brasil repete, assim, a campanha de Toronto 2015.

A decisão entre as mulheres teve contornos dramáticos. Derrotadas pelas adversárias na fase classificatória (4 a 2), as brasileiras perdiam novamente, desta vez por 3 a 2, quando Jéssica Vitorino, que entrara na vaga de Victoria Nascimento momentos antes, marcou um gol logo em seu primeiro arremesso, a 14 segundos do fim, levando a partida à prorrogação.

"Assumi a responsabilidade ali e consegui ajudar a equipe neste momento mais difícil", comentou a ala.

Na segunda parte do tempo extra, foi a vez da artilheira Carol Duarte brilhar. Assim como fizera na semifinal, diante das canadenses, ela anotou o golden goal que assegurou o bicampeonato para as meninas.

"Foi um momento de muita superação. Superação do meu cansaço, de toda a dificuldade que estávamos enfrentando na partida. A garra, a união, a determinação predominaram naquele momento e conseguimos construir o gol decisivo", disse a jogadora, que balançou as redes duas vezes na final – além dela e de Jéssica, Victoria também deixou o dela.

O foco, agora, será buscar em Tóquio a primeira medalha paralímpica da história para o goalball feminino do Brasil. "Essa conquista dá mais motivação para as meninas, ao grupo. É acertar o que foi demonstrado de alguns problemas e partir para Tóquio com a expectativa de medalha", confirmou o técnico Dailton Nascimento.

Vale lembrar que as duas categorias já estavam classificadas para a Paralimpíada de 2020 devido aos triunfos obtidos no Mundial da modalidade, no ano passado, na Suécia, quando os homens conquistaram o inédito título e as mulheres ficaram com o bronze.

Homens são tri

No caso do masculino, foi o terceiro ouro parapan-americano consecutivo. Além do primeiro lugar em Toronto, há quatro anos, também havia ganhado os Jogos de Guadalajara 2011 – ocasião em que o feminino foi prata.

A final no Coliseo Miguel Grau foi bem mais tranquila do que a das meninas, mas ganhou um pouco de suspense na última parte do jogo. Após virar o primeiro tempo com 9 a 3 no placar e dar a sensação de que conseguiria o game facilmente, o Brasil viu a diferença ficar em 11 a 9 perto do término do confronto. Leomon tratou de balançar as redes pela nona vez na partida e fechar a conta em 12 a 9.

“Sofremos alguns gols, mas conseguimos suportar os Estados Unidos até o final. Cada vitória nesse ciclo até Tóquio é importante. Nosso objetivo maior é conquistar esse ouro por lá”, comemorou o ala Parazinho, autor dos outros três gols brasileiros na decisão.

Melhor jogador do mundo na atualidade, Leomon cumpriu a promessa feita antes da campanha começar, quando afirmou que a seleção daria um recado aos rivais da próxima Paralimpíada: “O ouro aqui em Lima foi o nosso recado para falar que em Tóquio 2020 é isso que vamos buscar também, nada menos do que isso”.

Após bater na trave em Londres 2012 (prata) e no Rio 2016 (bronze), o objetivo dos comandados de Alessandro Tosim é conquistar o primeiro lugar no pódio.

“A gente está se preparando cada vez mais. Dissemos que o Parapan seria como uma semifinal de Tóquio. E é isso que a gente pretende, chegar lá com seis atletas muito preparados para buscar essa medalha”, disse Tosim.

Crédito da foto: Douglas Magno/Exemplus/CPB

Comunicação CBDV

Renan Cacioli

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