+55 11 2548-0463 / + 55 11 2548-0414  |   cbdv@cbdv.org.br                                                       Acessibilidade:   Alto Contraste    Aumentar Fonte   Diminuir Fonte  

Festival de Futebol de 5 Feminino já movimenta equipes pelo Brasil

Modalidade, que teve time brasileiro ganhando o mundo em 2009, contará com evento organizado pela CBDV em maio
#Acessibilidade: foto capta detalhe da tatuagem da silhueta de um gato na panturrilha esquerda da jogadora Gisele Santos, que usa chuteiras laranjas.
09/03/2020

Por Comunicação CBDV
09/03/2020
São Paulo/SP

Lugar de mulher é onde ela quiser, incluindo uma quadra de futebol de 5. Empolgadas com a realização do I Festival de Futebol de 5 Feminino, que a CBDV (Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais) organizará em maio, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, atletas de várias partes do Brasil já se unem para calçar as chuteiras e fazer gols.

"Foi uma demanda das jogadoras desde o ano retrasado, mas não tínhamos motivação porque não havia perspectiva de algum campeonato. A partir do momento em que a CBDV sinalizou que haveria o festival, levantamos a ideia, a diretoria apoiou e as meninas se propuseram a treinar", conta André Vicente, técnico do time masculino da Apadv, de São Bernardo do Campo, que agora orienta também cerca de 11 meninas interessadas na modalidade.

Na última semana, elas se reuniram na quadra do CT Paralímpico para um treino com as garotas do Santos. Por enquanto, a maioria das equipes está sendo formada por atletas de goalball. "Sempre tive interesse, inclusive quando teve clínica de futebol feminino no Espírito Santo, eu participei, mas era bem básico. Como não foi para frente e sou do goalball, continuei no goalball", explica Neusimar Clemente, de 38 anos, que demonstra bastante habilidade com a bola nos pés.

Em Canoas (RS), casa do melhor time de futebol de 5 masculino da atualidade, a Agafuc dá os primeiros passos na formação de um elenco feminino. Por ora, seis meninas entre 16 e 42 anos utilizam a estrutura do clube multicampeão, incluindo as orientações do jogador Rafael Martins, que se reveza na condução dos treinamentos com a esposa, Marisabel Dias, a Bel.

"São meninas que nunca jogaram futebol, não tiveram oportunidade. Ainda estou em busca de novas gurias para que o time fique sólido, que não seja só um projeto de futebol de 5, mas sim uma modalidade que vai competir, que vai para frente com outras equipes", afirma Bel.

Neusimar finaliza de pé direito contra um goleiro masculino. Ao fundo, uma goleiro faz as vezes de chamadora

IBSA organiza primeiro Mundial, mas Brasil já teve campeãs

Este ano, a IBSA, entidade que rege o esporte para deficientes visuais no mundo, anunciou que mulheres de classificação visual B1, B2 e B3 poderão competir juntas, diferentemente do que ocorre no masculino, restrito a atletas B1. Além disso, vai organizar o primeiro Campeonato Mundial de futebol de 5 feminino. Ele será realizado de 21 a 29 de novembro, em Enugu, na Nigéria. Ainda não há informações sobre o formato de disputa nem como as seleções serão escolhidas.

Mas vale lembrar que, em 2009, um torneio mundial disputado em Marburg, na Alemanha, teve o Brasil no lugar mais alto do pódio. A então equipe da Urece-RJ representou o país e voltou para casa invicta com o troféu. A atleta Gisele Santos esteve naquele time.

"Minha experiência foi inexplicável, uma coisa nova, um desafio, não tinha nem noção. Começamos a treinar em junho e a competição era em novembro", conta a jogadora de goalball do Santos, de volta às quadras de fut5: "Eu gostei do primeiro contato com a bola, apesar de achar difícil. Mas gosto de desafios, de superar os meus limites. O 'eu nunca', o 'não consigo' não existem no meu vocabulário".

Gisele conduz a bola, próxima de seu pé direito. Ao fundo, a árbitra de goalball Luciane Tonon, que tem treinado as meninas, observa

Sobre o I Festival de Futebol de 5 Feminino

O Festival será realizado de 28 a 31 de maio, sem a disputa de um torneio propriamente dito. O evento funcionará como uma clínica com a realização de palestras e treinamentos e, dependendo da evolução, partidas no último dia.

Serão oferecidas 28 vagas. Caso o número de inscritas ultrapasse esse número, a CBDV irá selecionar as participantes e as demais ficarão em lista de espera. Todas devem se apresentar com os materiais básicos para a prática da modalidade, tais como vendas, chuteiras, caneleiras e luvas (goleiras). O material de treinamento (camisas, calções e meiões) será fornecido pela organização.

A ficha de inscrição se encontra NESTE LINK. Dúvidas podem ser encaminhadas para: secretariageral@cbdv.org.br.

Jogadoras estão reunidas em círculo no centro da quadra ouvindo as explicações do técnico André Vicente, que segura uma bola


Comunicação CBDV

Renan Cacioli

renancacioli@cbdv.org.br

+ 55 11 98769 1371
+ 55 11 99519 5686 (WhatsApp)