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Goalball brasileiro faz história e fatura ouro inédito no Mundial de jovens

Meninas batem Austrália na final e encerram participação de forma invicta; rapazes ficam com a prata
#Acessibilidade: delegação brasileira com todos os atletas e integrantes da comissão técnica posa com as medalhas e o troféu de campeãs das meninas.
09/08/2019

Por Comunicação CBDV

São Paulo/SP

Guardem estes nomes: Ana Beatriz Bernardo, Danielle Longhini, Emily dos Santos, Letícia da Silva e Mônica Santos. Estas cinco garotas fizeram história na última madrugada ao derrotarem a Austrália por 5 a 0 na final do Mundial IBSA de jovens de goalball, e conquistarem uma inédita medalha de ouro para o Brasil nesta competição.

Em sua terceira participação no evento com as seleções feminina e masculina, o País jamais havia subido ao lugar mais alto do pódio. A festa na Austrália, onde foi disputado o Mundial, ganhou ainda mais brilho com a prata obtida pelos rapazes, que acabaram derrotados pela Tailândia por 5 a 4 no golden goal da prorrogação, após empate em 4 a 4 no tempo regulamentar.

“O grupo conseguiu manter o foco e o equilíbrio ao longo da competição e, na partida final, a equipe apresentou muita maturidade e paciência para conquistar este título para o Brasil. Essa conquista é o reflexo da seriedade do trabalho de base e da fomentação do goalball brasileiro”, comemorou Roger Scherer, técnico da seleção jovem feminina e preparador físico da seleção principal.

A campanha do quinteto feminino foi impecável: sete vitórias em sete confrontos disputados, com 59 gols marcados e 19 sofridos. A atleta Danielle Longhini, da APADV-SP, ainda foi eleita a melhor do torneio.

"Gostaria de agradecer pela torcida de todos no Brasil. Gostei muito de estar participando. A conquista é importante não apenas por representar um ouro inédito, mas porque mostra que o trabalho de base está sendo bem desenvolvido", disse a jogadora de 18 anos.

Na final, a equipe reencontrou as donas da casa, repetindo o duelo que marcara a abertura do campeonato. Diferentemente do 11 a 7 mais disputado do primeiro embate, desta vez as meninas do Brasil sobraram em quadra e construíram um sólido 5 a 0 sem grandes sustos.

Emoção até o fim com os garotos

Vice-campeão em 2017, o Brasil chegou à decisão contra a Tailândia com apenas uma derrota no percurso: justamente para os asiáticos, na fase de classificação, por 7 a 3. Mais consistente, apesar da pouca idade – era a seleção mais jovem do torneio –, a equipe se manteve à frente no placar durante quase todo o jogo, permitindo o empate em quatro gols que levou a final para a prorrogação. Os tailandeses conseguiram o “gol de ouro” e ficaram com o primeiro lugar.

“Foi uma experiência diferente para os meninos por competirem contra adversários que apresentavam uma faixa etária limítrofe dentro da competição, e nossa equipe sendo a mais jovem desse evento. Mas nem por isso eles se omitiram e conseguiram apresentar uma boa performance dentro de quadra. A derrota na final não ofusca em hipótese alguma o grande goalball que foi apresentado”, avaliou Altemir Trapp, técnico da seleção jovem masculina e analista de desempenho da seleção principal.

Confira todos os resultados do Brasil no Mundial:

Feminino

Primeira fase

Brasil 11 x 7 Austrália

Brasil 11 x 1 Tailândia

Brasil 7 x 1 Alemanha

Brasil 7 x 3 Grã-Bretanha

Brasil 10 x 4 Coreia do Sul

Semifinal

Brasil 8 x 3 Coreia do Sul

Final

Brasil 5 x 0 Austrália

Masculino

Primeira fase

Brasil 2 x 0 Polônia

Brasil 3 x 7 Tailândia

Brasil 11 x 1 Austrália

Brasil 6 x 4 Coreia do Sul

Brasil 6 x 4 Suécia

Semifinal

Brasil 6 x 1 Polônia

Final

Brasil 4 x 5 Tailândia

Sobre o torneio

O Mundial de jovens reúne atletas com até 19 anos de idade. Esta edição contou com 12 seleções de oito países. O torneio é realizado a cada dois anos. Na competição anterior, em 2017, em Budaors, na Hungria, o Brasil encerrou sua participação com duas medalhas: prata para os garotos e bronze para as meninas.

Comunicação CBDV

Renan Cacioli

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