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Romário quer completar seu legado no goalball com o ouro paralímpico

Um dos jogadores mais experientes da Seleção masculina vive grande fase na carreira às vésperas de Tóquio
#Acessibilidade: Romário cai para o lado esquerdo, com braços e pernas esticadas, enquanto a bola azul bate em seu quadril. Ao lado dele, desfocado, o ala Emerson cai para o lado oposto. Foto: Alê Cabral/ CPB.
27/07/2021

Por Comunicação CBDV
27/07/2021
São Paulo/SP

Em 2011, a história do goalball masculino do Brasil iniciaria uma mudança de patamar a partir do ouro conquistado no Parapan de Guadalajara, no México. A primeira conquista internacional impulsionou o esporte no país até chegar ao status atual de bicampeão mundial e primeiro colocado do ranking. Ao longo de toda essa década, o ala Romário esteve presente. Agora, prestes a disputar sua quarta Paralimpíada, ele espera coroar o seu legado com a inédita medalha de ouro, em Tóquio, no Japão.

"É uma honra ser um dos mais experientes da equipe. Gosto muito de ajudar os jovens incentivando, dizendo o que significa ser um atleta de alto rendimento, representar o país nos Jogos. É o nosso papel, pensando na renovação do goalball brasileiro", diz o atleta de 32 anos recém-completados – faz aniversário no dia 20 de julho.

O único companheiro de equipe com tanto tempo de estrada na Seleção é o pivô Zé Roberto, de 40 anos, outro remanescente da geração que começou lá no México a escalar os degraus rumo ao topo. Ao lado deles, nomes mais jovens como os de Parazinho, 25, e Emerson, 22, prometem fazer a mescla entre experiência e vigor físico na busca pela sonhada medalha.

"Vê-los evoluindo dentro e fora da quadra é muito gratificante. Eu sei que muitos deles me admiram. Então, minha obrigação é tentar ajudar cada um da melhor maneira possível", avalia Romário, que conquistou a prata em Londres 2012 e o bronze na Rio 2016.

Os últimos treinos realizados no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, deixaram impressionada a comissão técnica. Os comentários são de que Romário atravesse, talvez, sua melhor fase da carreira, tanto física quanto tecnicamente.

"Cada Paralimpíada tem sua história, seu momento. Estou indo para a minha quarta edição e estamos tendo novas experiências. Posso ter mais controle emocional, sei como conter a ansiedade e tento colocar todas as emoções em ação na hora certa", explica o jogador, atualmente no Icemat-MT.

Lições de 2016

Na edição passada dos Jogos, Romário viveu tanto a satisfação de jogar em casa para um público que lotou a Arena do Futuro quanto a frustração de perder uma semifinal para os Estados Unidos. O papel de líder precisou vir à tona ali mesmo, em meio às lágrimas no vestiário: "Como um dos capitães, chamei todo mundo e disse que tínhamos de levantar a cabeça e pegar a medalha de bronze".

No duelo contra a Suécia, a vitória por 6 a 5 na prorrogação transmitiu aos oponentes o recado necessário: "Desde então, fomos campeões mundiais (em 2018, na Suécia), dos Jogos Parapan-Americanos (Lima 2019)... Para uma equipe adversária nos vencer hoje, ela precisa estar muito bem preparada", avisa.

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Renan Cacioli

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