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Rounds finais: entenda o que está em jogo nos GP de judô para o Brasil

Dois últimos torneios qualificatórios, no Azerbaijão e na Inglaterra, vão definir quais dos 13 judocas irão a Tóquio
#Acessibilidade: foto tirada no chão foca nos pés dos lutadores em exercício sobre o tatame. Foto: Ale Cabral/ CPB.
29/04/2021

Por Comunicação CBDV
29/04/2021
São Paulo/SP

Única seleção gerida pela Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV) ainda sem vagas matematicamente definidas para os Jogos de Tóquio, a equipe de judô paralímpico está convocada para os Grand Prix de Baku, no Azerbaijão, em maio, e Warwick, na Inglaterra, em junho. Os torneios definirão quais judocas representarão o país no Japão.

+ CLIQUE AQUI para conferir a convocação.

Mas não se trata de processo simples. O sistema de classificação do judô é um pouco mais complexo e leva em conta, basicamente, dois critérios: classificação visual e posição no ranking mundial. Ao todo, são 13 categorias em disputa.

Exceções à parte, cada país só pode classificar um judoca por peso. Isto, por si só, já elimina duas das convocadas. Na categoria até 52 kg, Maria Núbea Lins e Karla Cardoso disputam uma única vaga, mesmo caso de Rebeca Silva e Meg Emmerich no peso acima de 70 kg. Além disso, não temos representantes em duas categorias: até 63 kg feminino e até 66 kg masculino. Na prática, portanto, o Brasil tenta emplacar 11 participantes nos Jogos.

No Japão, 138 atletas vão competir, sendo 80 homens e 58 mulheres. Cada categoria reserva uma quantidade determinada de vagas para atletas B1 (cego total). Ao todo, 30 das 138 vagas são definidas pelo critério de classificação visual, desde que o (a) judoca esteja no top 20 do ranking mundial. A saber:

Masculino

até 60 kg: 3 vagas
até 66 kg: 3 vagas
até 73 kg: 3 vagas
até 81 kg: 3 vagas
até 90 kg: 3 vagas
até 100 kg: 2 vagas
acima de 100 kg: 2 vagas

Feminino

até 48 kg: 2 vagas
até 52 kg: 2 vagas
até 57 kg: 2 vagas
até 63 kg: 2 vagas
até 70 kg: 2 vagas
acima de 70 kg: 1 vaga

É o que praticamente garante alguns brasileiros na Paralimpíada, mesmo que o desempenho nesses próximos qualificatórios fique aquém do desejado. O potiguar Arthur Silva, por exemplo, é o segundo B1 mais bem colocado no ranking mundial no seu peso (até 90 kg), que destina três vagas por classificação visual. Ou seja, para ficar fora, ele precisaria ser ultrapassado pelo quarto B1 do ranking, hoje um argelino que ocupa a 22ª posição, muito atrás do brasileiro.

"Após quase um ano e meio sem competir, esses torneios serão importantíssimos tanto para retomar o ritmo de competição antes da Paralimpíada quanto para elevar minha posição do ranking a fim de atingir minha meta de disputar como cabeça de chave", afirma Arthur.

#Acessibilidade: Arthur está agarrando a manga do quimono de Harlley Arruda durante treino. Foto: Ale Cabral/ CPB.


"Para mim será importante para manter a liderança no ranking e porque estamos há muito tempo sem competir. Vamos avaliar como estamos e colocar em prática o que estamos treinando. Aliás, temos de agradecer ao nosso estafe por estarem do nosso lado o tempo todo", avalia Alana Maldonado, atual líder do ranking mundial na categoria até 70 kg.

O critério seguinte de classificação independe da classificação visual. Aí, o que conta é mesmo a posição da (o) atleta no ranking. Cada categoria destina um número de vagas por peso. A saber:

Masculino

até 60 kg: 7 vagas
até 66 kg: 7 vagas
até 73 kg: 7 vagas
até 81 kg: 7 vagas
até 90 kg: 7 vagas
até 100 kg: 6 vagas
acima de 100 kg: 6 vagas

Feminino

até 48 kg: 6 vagas
até 52 kg: 6 vagas
até 57 kg: 6 vagas
até 63 kg: 6 vagas
até 70 kg: 6 vagas
acima de 70 kg: 5 vagas

É nesse critério que alguns dos judocas do Brasil terão mais dificuldade de conseguir classificação. Giulia Pereira, por exemplo, medalhista de ouro no Parapan de Lima 2019, é B1, mas sua categoria já tem outras três judocas dessa classificação visual à sua frente da brasileira. E, pela posição no ranking – a brasileira é a 16ª do mundo –, Giulia precisará de uma combinação muito promissora nos Grand Prix para carimbar o passaporte rumo a Tóquio.

"As expectativas são as melhores. A gente trabalhou muito bem durante o ciclo inteiro, estamos bem preparados independentemente da pandemia, pois tivemos apoio incondicional da nossa equipe multidisciplinar, desde os treinadores até a nutrição, fisioterapia. Vamos tentar classificar as categorias que ainda faltam", diz Giulia.

#Acessibilidade: Giulia está à direita da foto em posição de combate com Karla Cardoso, que é puxada por um elástico amarrado à sua cintura e à de outra lutadora de apoio, que está à esquerda. Foto: Ale Cabral/ CPB.

Confira, então, o resumo das vagas para o judô na Paralimpíada:

Número total de vagas: 138
Vagas por classificação visual: 30
Vagas por desempenho no ranking: 82
Vagas para o país-sede: 13 (uma por categoria)
Vagas por convite: 13 (uma por categoria)


Comunicação CBDV

Renan Cacioli

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