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Seleção feminina perde do Japão, e goalball feminino fica sem medalha

Time sofre com bolas rápidas japonesas na disputa pelo bronze e se despede de Tóquio com a quarta colocação
#Acessibilidade: Victoria Amorim salta segurando a bola por cima da cabeça para fazer o arremesso. Ao fundo na quadra, Gaby e Carol aguardam a jogada. Atrás, aparecem desfocados o técnico Dailton e o auxiliar Jônatas. Foto: Ryo Ichikawa/ IBSA.
03/09/2021

Por Comunicação CBDV
03/09/2021
São Paulo/SP

Ainda não foi desta vez que o goalball feminino do Brasil subiu no pódio paralímpico. Na disputa pela medalha de bronze dos Jogos de Tóquio, na madrugada desta sexta-feira (3), a Seleção acabou perdendo para o Japão por 6 a 1 e fechou sua campanha na quarta posição, repetindo o desempenho da Rio 2016, que havia sido a melhor colocação das mulheres na história.

A derrota para os EUA na semifinal, quando as brasileiras estiveram a 17 segundos de garantir o pódio, mas acabaram levando a pior nos pênaltis, abalou a equipe, que voltou a apresentar muitos problemas a exemplo da primeira fase. As bolas rápidas das japonesas e a solidez defensiva das adversárias logo se refletiu no placar: o confronto foi para o intervalo já com 5 a 0 favorável às donas da casa.

Diferentemente do encontro entre as seleções na fase de grupos, quando o Brasil foi buscar um empate em 4 a 4 depois de estar perdendo por três gols de diferença, desta vez as asiáticas não vacilaram e mantiveram o padrão de jogo até o fim. Os destaques foram as alas Kakehata e Hagiwara, que marcaram três vezes cada.

O treinador brasileiro tentou mexer de todas as formas, variando tanto a posição em quadra do trio titular que iniciou o jogo – Carol Duarte, Gaby e Jéssica – quanto trocando peças: todas as seis jogadoras foram utilizadas. Nada funcionou. A ala Jéssica, melhor opção ofensiva durante os Jogos, não achou o tempo de bola e acabou dando lugar a Victoria Amorim, que marcou o único gol da equipe.

"Desde a aclimatação em Hamamatsu, começamos a ter problemas, com a Jéssica e a Victoria tendo de passar por aquele período de isolamento", disse o técnico Dailton Nascimento, referindo-se à chegada da delegação brasileira ao Japão, quando um grupo que incluiu as duas atletas e alguns membros da comissão técnica da Seleção feminina teve de ficar isolado nos quartos do hotel durante dias até que pudesse ser liberado para treinos separados do restante da equipe. "O jogo de hoje acabou sendo um reflexo de tudo isso, daquela reta final de preparação, quando não tivemos o fino do treino, não pudemos trabalhar a parte coletiva, as táticas."

Apesar de lamentar o resultado, o treinador fez questão de destacar o empenho de toda a equipe: "As meninas foram muito aguerridas, não abaixaram a cabeça, trabalhamos até a última defesa e o último arremesso. Claro que não é isso que queríamos, queríamos a medalha, mas continuamos muito fortes para o próximo ciclo. Gostaria de agradecer a todo o Brasil pela torcida, à CBDV, pelo apoio, e ressaltar que não faltaram esforços para que que chegássemos à essa quarta colocação. Continuamos firmes e com a garantia de respeito pelo goalball do Brasil".

Atleta mais experiente do grupo, a ala Carol Duarte, que disputou sua quarta edição dos Jogos, comparou o fim da jornada em Tóquio com a campanha na Rio 2016, e garantiu que o sentimento é bem diferente: "Esse quarto lugar não foi o mesmo, é um sentimento de felicidade, de gratidão. A gente perdeu, ganhou, empatou, mas vimos que todas temos potencial para sermos uma equipe ainda mais forte do que já somos. Independentemente do resultado, do placar, que não é o que a gente queria, lutamos até o fim. Vamos no fortalecer e tudo isso será aprendizado para os próximos campeonatos", falou a atleta de 34 anos.

Confira a campanha completa da Seleção feminina de goalball em Tóquio:

Primeira fase

BRASIL 4 x 6 Estados Unidos
Japão 4 x 4 BRASIL
Turquia 8 x 4 BRASIL
BRASIL 11 x 1 Egito

Quartas de final

China 0 x 1 BRASIL

Semifinal

BRASIL (2) 2 x 2 (3) Estados Unidos

Disputa pelo bronze

Japão 6 x 1 BRASIL


Comunicação CBDV

Renan Cacioli
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