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Tenório: 'Sensação é de ter vencido várias Paralimpíadas contra a Covid'

Maior judoca paralímpico da história ficou duas semanas internado na UTI lutando contra o novo coronavírus
#Acessibilidade: Tenório está sentando em uma cadeira de rodas, empurrado por uma mulher, no corredor do hospital. Ele segura uma bexiga amarela e um cartaz onde se lê "Eu venci a Covid-19".
16/04/2021

Por Comunicação CBDV
16/04/2021
São Paulo/SP

Antônio Tenório não chegou ao posto de maior judoca paralímpico de todos os tempos à toa. Foram muitos os adversários, em cima e fora dos tatames, que ele teve de derrubar física e mentalmente. Mas o novo coronavírus se mostrou, certamente, o mais difícil de todos. Após receber alta na última quinta-feira (15), exatos 17 dias após ter dado entrada no hospital, o atleta só pensa em uma coisa: voltar a competir.

"A sensação é de ter nascido novamente, de ter ganhado várias Paralimpíadas contra a Covid-19. Sair com vida do hospital depois de ter passado duas semanas na UTI com 80% dos pulmões comprometidos foi uma das melhores sensações que já tive. Foi uma lição de vida tremenda para mim", diz o dono de seis medalhas paralímpicas (quatro ouros, uma prata e um bronze), que passou 15 dias respirando com auxílio de oxigênio.

O quadro dele lembrou o de muitos casos relacionados ao vírus que já atingiu quase 14 milhões de brasileiros: os primeiros dias foram de sintomas mais leves, até evoluir subitamente para a falta de ar. No dia 28 de março, nove dias após o início dos sintomas, ele buscou ajuda médica em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). De lá, foi transferido a um hospital para receber cuidados intensivos.

"Posso dizer que esse vírus que está assolando o mundo é um dos adversários mais difíceis que o mundo já teve, não só o Tenório. Temos muitos entes queridos morrendo, pessoas sofrendo no hospital. É momento de termos consciência de que a vida é o mais importante", ressalta.

Competitivo que é, Tenório espera, agora, recuperar-se a tempo do GP de Baku, no Azerbaijão, que acontecerá no fim de maio. Parece pouco tempo, mas difícil duvidar de quem segue batendo oponente atrás de oponente há mais de 50 anos. Depois, em agosto, ele participará de sua sétima edição de Jogos Paralímpicos, no Japão, o berço do judô.

"Agora é voltar para a reabilitação. Já começo a fazer fisioterapia para, assim que possível, poder retornar aos treinos", completa o atleta da categoria até 100 kg.


Comunicação CBDV

Renan Cacioli

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