+55 11 2548-0463 / + 55 11 2548-0414  |   cbdv@cbdv.org.br                                                       Acessibilidade:   Alto Contraste    Aumentar Fonte   Diminuir Fonte  

Judô

A modalidade é disputada por atletas com classificação oftalmológica B1, B2 e B3 divididos por categorias de acordo com o peso corporal e gênero. Entrou para a grade paralímpica nos Jogos de Seul, em 1988, somente na categoria masculina. A estreia das disputadas femininas veio 16 anos depois, em 2004, nos Jogos de Atenas.

No Brasil, a modalidade começou a ser praticada no início da década de 80. E a primeira participação internacional foi em 1987, no torneio de Paris. No ano seguinte, nas Paralimpíadas de Seul, o país conseguiu três medalhas de bronze, com Leonel Filho, Júlio Silva e Jaime de Oliveira, iniciando uma grande trajetória de conquistas na modalidade.

A primeira medalha de ouro do Brasil em Jogos Paralímpicos veio em Atlanta, 1996, com a lenda Antônio Tenório, que depois conquistou outras cinco, sendo três douradas, uma prata e um bronze. As primeiras mulheres brasileiras a subirem no pódio foram Karla Cardoso e Daniele Silva, na Grécia.

No Brasil, o número de atletas que participam das competições da CBDV gira em torno de 200, enquanto no Mundo, de acordo com a lista do Ranking Mundial da IBSA, existem mais de 500 competidores de quatro continentes e aproximadamente 50 países.

COMO É PRATICADO

O judô é praticado por atletas cegos e com deficiência visual, classificados como B1, B2 ou B3 que, divididos em categorias por peso, lutam sob as mesmas regras da Federação Internacional de Judô (FIJ).

A modalidade tem poucas adaptações em relação ao judô convencional. No início das lutas, por exemplo, os atletas começam com a pegada feita (um segurando no quimono do outro). Outro ponto importante é que a luta é interrompida sempre que os oponentes perdem o contato.

Judocas das três categorias oftalmológicas, B1 (cego), B2 (percepção de vulto) e B3 (definição de imagem) lutam entre si. O atleta B1 é identificado com um círculo vermelho em cada ombro do quimono. Há também a possibilidade de um atleta surdo (com deficiência visual) praticar a modalidade. Neste caso, ele é identificado com um círculo amarelo no judogui.

O tempo de luta na categoria masculina é de 5 minutos no tempo normal e no feminino 4. Em caso de empate na pontuação, a luta é decidida no Golden Score, com o vencedor sendo aquele que pontuar primeiro. O sistema de pontos é igual ao olímpico.

 

Regulamento 2019  PDFsasadasdasa

Jogos Paralímpicos

OURO: Antônio Tenório (Atlanta 1996, Sydney 2000, Atenas 2004 e Pequim 2008)

PRATA: Eduardo Paes Barreto (Atenas 2004), Karla Cardoso (Atenas 2004 e Pequim 2008), Deanne Almeida (Pequim 2008), Lúcia Araújo (Londres 2012 e Rio 2016), Antônio Tenório (Rio 2016), Wilians Araújo (Rio 2016) e Alana Maldonado (Rio 2016).

BRONZE: Jaime de Oliveira (Seul 1988), Júlio Silva (Seul 1988), Leonel Cunha Filho (Seul 1988), Daniele Bernardes (Atenas 2004, Pequim 2008 e Londres 2012), Michele Ferreira (2008 e Londres 2012) e Antônio Tenório (Londres 2012).

Campeonato Mundial IBSA

OURO: Alana Maldonado (Portugal 2018)

Prata: Lúcia Araújo (Turquia 2010)

Bronze: Daniele Silva (Turquia 2010), Victória Silva (Turquia 2010), Deanne Almeida (Turquia 2010 e EUA 2014), Wilians Araújo (EUA 2014), Karla Cardoso (EUA 2014), Lúcia Araújo (EUA 2014) e Meg Emmerich (Portugal 2018).