Parapan de Jovens no Chile já motiva caras novas da Seleção de goalball
Ícaro está em ação em uma quadra coberta. Ele veste uma camisa azul com o emblema do Brasil, calças pretas e tênis brancos. O jogador está usando uma venda nos olhos e arremessa a bola azul que está no ar, próxima a ele. Ao fundo, há uma rede de gol e uma espuma azul envolvendo a trave, onde se lê "Comitê Paralímpico Brasileiro". Fotos: Renan Cacioli/ CBDV.

Parapan de Jovens no Chile já motiva caras novas da Seleção de goalball

por Comunicação CBDV publicado 2025/03/14 17:11:11 GMT-3, Última modificação 2025-03-14T17:11:11-03:00
Competição está marcada para novembro, na capital chilena, e reunirá atletas de até 19 anos na modalidade da bola azul

14/03/2025
São Paulo/SP


O primeiro Campo de Treinamento de Base da Seleção Brasileira de goalball, finalizado nesta sexta-feira (14), trouxe algumas caras novas para o grupo do time masculino. Três dos 11 convocados viveram experiência inédita, mas se engana quem pensa que eles chegaram apenas para observar. Com os Jogos Parapan-Americanos de Jovens 2025 na mira, os novatos não escondem a vontade de brigar por uma vaga no sexteto que representará o Brasil em Santiago, no Chile, em novembro.


A competição, vencida pelos brasileiros na edição passada, em Bogotá (COL), permitirá a inscrição de atletas com, no máximo, 19 anos de idade, o que aumenta a possibilidade de conquistar um lugar na equipe, já que alguns rapazes campeões em 2023 já estouraram a faixa etária limite do torneio. É pensando nisso que o baiano Ícaro Almeida, de 16 anos, passou a semana treinando sob orientação do professor Gabriel Goulart, que é seu técnico no Capital/Cetefe-DF.


"Assim que eu fiquei sabendo que teria o Parapan e que teve a convocação para essa fase, já entrou na minha cabeça que eu queria uma vaga, queria jogar e levar o Brasil até a final", diz o ala, que perdeu a visão há dois anos, resultado de um glaucoma (doença que danifica o nervo óptico). Até pelo pouco tempo desde o ocorrido, Ícaro ainda se acostuma ao esporte e à mudança na vida como um todo. "Ah, no começo, foi difícil. Fiquei dois anos em depressão, não saía da cama. Aí, minha mãe resolveu ajudar, arranjou um centro olímpico pra eu fazer um esporte. Conheci primeiro o atletismo, aí o professor Gabriel estava precisando de atleta para jogar os Escolares no ano passado e entrou em contato com o meu treinador do atletismo. Foi quando iniciou esse vínculo com o goalball, que tem me ajudado muito a aprender a lidar com essa situação. Conheci novas pessoas, novos amigos, a namorada (risos). Hoje, eu já moro sozinho. O goalball me ajudou a abrir a mente", explica.


No caso do potiguar José Gomes Bezerril, de 16 anos, o amor pela modalidade já vem desde os tempos de criança, quando o goalball chegou ao Ierc-RN (Instituto de Educação e Reabilitação de Cegos do RN), que ele frequentava. "Sempre achei o esporte muito bonito. E quando comecei a treinar, tinha esse objetivo de chegar na Seleção, acordava de manhã e pensava: 'Um dia, eu chego lá!'. Acho que um dos meus maiores objetivos é conseguir essa vaga ao Parapan. Vou me dedicar 100%, dar o meu melhor em todos os momentos, para levar o Brasil ao pódio", promete o garoto, que perdeu a visão aos 2 anos também por conta do glaucoma. "Sou viciado em goalball. Se pudesse, jogaria de manhã, de tarde e de noite!", afirma.

 

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Bezerril está deitado no chão, usando uma camisa azul e os óculos de goalball. O técnico Gabriel, vestindo uma jaqueta amarela, está ajoelhado ao lado dele, orientando seu posicionamento defensivo. Ao fundo, há uma rede e outro atleta sentado no chão.

 

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